Forza Horizon 3 - Um grande avanço para a franquia.

@uroichy-san

 Em setembro de 2016 nós recebíamos a continuação de um dos melhores games de corrida do Xbox 360, o grandioso Forza Horizon 3, que foi lançado exclusivamente para o console posterior, o Xbox One, e para computadores.

 Nos levando ao festival Horizon novamente, desta vez somos levados a Austrália, onde podemos percorrer livremente as estradas, desertos, e florestas, tudo isso no comando do festival. Exatamente, neste game o jogador está no comando do festival Horizon, podendo escolher para onde expandir, e quando. Infelizmente essa mecânica torna algumas outras um pouco estranhas, mas é importante analisar com cuidado antes de se julgar.

 Já em 2016 era desnecessário dizer, já que todos sabem, mas como em qualquer outro game, o desempenho de Forza Horizon 3 também é bem interessante nos PC's. Claro que isso é mais graficamente falando, já que, como na imagem, nos computadores há mais detalhes bem renderizados. Outro ponto que fica pouco perceptível, mas está ali, é a distância da câmera em relação ao carro, embora o fato de poder mudar torne isso ainda menos perceptível, nos PC's ela parece estar mais próxima naturalmente.

 Desta vez somos colocados no papel do chefe do festival, que se passa na Austrália, local excelente pela sua variedade de terrenos. Já de início somos colocados no controle da belíssima Lamborghini centenário, e, como já é padrão na franquia, precisamos dirigir até um determinado ponto, onde somos recebidos por um dos responsáveis pelo festival, que nos recebe e nos coloca para dirigir em um primeiro evento de exibição para nos introduzir ao game.

 Ao longo do game o jogador fica encarregado de ganhar eventos para atrais fãs, e conforme o número de fãs aumenta aparecem outros locais para se estabelecer outro festival, assim como o evento 'pegar a estrada' do Horizon 2, mas desta vez o jogador poderá escolher entre dois locais, e então dirigir até lá e inaugurar o novo ponto do festival, por exemplo, escolher entre o Outback ou Surfers Paradise, então dirigir até o local escolhido, quando sentir vontade, e inaugurar o festival, que irá liberar diversas outras corridas para se jogar.

 Para Horizon 3 a Playground Games usou câmeras de resolução 12K e HDR para fotografar os céus da Austrália durante 24 horas. Com tamanha resolução não é de surpreender a altíssima qualidade do céu do game, que muda de forma tão natural que chega a impressionar.

 Claro que isso também pode incomodar em determinados pontos do mapa, especialmente áreas de montanhas rochosas, onde o céu parece, literalmente, recortado e colocado sobre a montanha. Felizmente são pouquíssimos lugares onde se pode presenciar esse efeito incomodo, mas está ali.

 Uma atualização em relação ao game passado, que foi muito bem vinda, a câmera interna, que nos permite pilotar do ponto de vista do motorista, algo bem comum hoje em dia, mas que não tinha em Forza Horizon 2. Infelizmente essa câmera é pouco precisa e não é muito agradável de se usar durante corridas, dada a ideia de ser algo menos compromissado, essa câmera trás apenas a mudança de ponto de vista, já que nem mesmo os retrovisores laterais e interno funcionam.

 Desta vez nós poderemos, e teremos, que explorar diversos tipos de terreno, de asfalto a areia e florestas. Infelizmente a mudança de terreno não é o ponto mais alto da franquia Forza Horizon, então não há realmente uma grande mudança quando passamos de asfalto para terra, podendo-se facilmente usar uma Ferrari em uma estrada de areia no meio do deserto, ou até em trilhas nas florestas, até há uma mudança na maneira como o carro se comporta, mas é bem rasa, e ficando por conta de deslizes maiores nas curvas, por exemplo, sem que o carro derrape ou se torne impossível de guiar. E quando comparado ao que The Crew fez em 2014, a dinâmica de terra e asfalto fica ainda mais feia em Forza Horizon 3.

 Outro ponto que não agradou muito os fãs, e realmente ficou estranho, é a própria ideia por trás da história, pois, como já dito, desta vez o jogador é o chefe do festival, o que deixa bem estranho o conceito de precisarmos sair da nossa Lamborghini centenário para escolher entre outros quatro carros que nem se comparam.

 Outro ponto, ainda nessa ideia, é também a questão financeira e competitiva, vou explicar melhor. Fica meio estranho sermos o chefe do festival e ficarmos competindo para ganhar dinheiro, tendo que ganhar eventos que, segundo a história, fomos nós que patrocinamos, fica uma coisa meio 'eu sou o chefe e pago X para o vencedor, mas eu também vou competir e vou ganhar'. Se tentar acompanhar a história como foi com Horizon 2 certamente será desanimador.

 E por último, um ponto negativo que acaba sendo mais algo que certamente divide o público, alguns podem não concordar. O clima em Horizon 3 não parece ser animador para te levar a querer cruzar grandes distâncias. Seja pelas músicas menos animadas, ou pela atmosfera mais desértica, mas Forza Horizon 3 parece ter uma atmosfera mais 'parada' do que seu antecessor, que possuía muitas músicas animadas e estradas menos abertas. A ausência da rádio Horizon XS, e a presença das dispensáveis músicas para habilidade, foram algo que fez o game cair bem mais do que deveria.

CONCLUSÃO:

 Fazendo um uso brilhante de fotorrealismo com gráficos ultra-realistas criados totalmente em computador, Forza Horizon 3 é um jogo excelente para os fãs de jogos de corrida. Nos trazendo uma experiência semelhante ao antecessor na medida certa, inovando onde precisava e se mantendo onde não convinha mudar, mesmo que derrapando aqui e ali, Forza Horizon 3 consegue fazer algo incrível, incentivar a exploração, sem perder de vista o que realmente importa, acelerar em direção a linha de chegada. Seja por terra, asfalto, ou florestas, Forza Horizon 3 vai te mostrar porque chamam a Austrália de uma terra de extremos.