[YuGiOh] TOP 10: Decks Hypados

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Ter falsas impressões de alguma coisa, e até mesmo se decepcionar com o resultado final de algo é comum na vida de qualquer pessoa. Passamos por frustrações na vida social, amorosa, escolar, profissional e inclusive em relação as nossas próprias atitudes. Isso não é diferente na vida de um duelista, e de Yu-Gi-Oh. Por ser um jogo tão extenso, com mais de 10.000 cartas disponíveis, é extremamente válido se decepcionar. Muitos Decks, ao serem anunciados, nos geram muitas sensações. Por muitas vezes, pensamos que um determinado Arquétipo ou mecânica será extremamente forte e quebrada no jogo, e que vai revolucionar o formato, e nada acontece. O inverso também acontece, e algo relativamente 'fraco' toma conta do formato, e nos deixam boquiabertos. É pensando nisso que hoje, nosso time vai falar sobre os 10 Decks mais Hypados da história do jogo, e que acabaram decepcionando muita gente. Com base em relatos e experiências, vamos tentar montar a lista o mais perto possível da realidade, mas claro, deixando nossa opinião. Estão preparados? Então vamos lá!

10 - Naturia

Lançado oficialmente para o TCG no ano de 2010, Naturia é o primeiro da lista das decepções. O Deck passa longe de ser ruim, mas também passa longe de ser o que os jogadores julgaram que ele deveria ser. O ponto chave do Deck é ser altamente 'interativo', e ter a capacidade de responder a qualquer coisa que o oponente faça. Um exemplo disso, é o efeito de Louva-Deus Naturia. Quando o oponente Invocar um monstro por Invocação-Norma, você pode descartar 1 'Naturia' para destruí-lo. Efeito muito similar ao da Abegulha Naturia, que destrói monstros Invocados por Invocação-Especial. Além disso, o Deck conta com um monstro super poderoso, o Naturia Tiro de Bambu é extremamente forte, já que, ao ser Invocado por Invocação-Tributo usando um 'Naturia', não permite que o oponente ative Spells ou Traps enquanto estiver no campo.

Entretando, o Deck acabou passando longe dessa realidade. O campo, mesmo para a época não era tão fácil de fazer, e o Deck acabou se tornando lento, então Decks mais rápidos, como Blackwing ou Plant Synchro poderiam trucidar o campo antes mesmo de ser possível colocar todos os recursos em campo. Além disso, uma simples Drenar Habilidades poderia matar o Deck, negando os efeitos de seus monstros. O Deck não possuia tanta versatilidade, e não conseguia lidar com essas interrupções. Então, ao ser lançado, o hype acabou se tornando uma simples brisa, de um Deck que não conseguiu jogar como deveria.

9 - Darklord

Apesar de possuir cartas desde o ano de 2008, os Darklords só foram considerados um Arquétipo de fato com o lançamento da coleção Destiny Soldiers em 2016, e logo de cara, foram super hypados pelos duelistas, tendo em vista seus fortes efeitos se comparados com o metagame da época. Seu estilo de jogo consiste em enviar monstros de TREVAS para o Cemitério (em vias de fato, os próprios Darklords), e depois revivê-los, criando um campo com um alto poder de ATK. E o próprio Deck faz isso com autonomia, com cartas como Senhora Obscura Ixchel, que ao se descartar juntamente com outro card 'Darklord', permite ao jogador comprar 2 cartas, assim como, podemos usufruir da fácil Invocação-Especial do Senhor Obscuro Nasten, que assim o faz, ao descartar 2 outros cards 'Darklord'. E o que fazer com essas cartas descartadas? Os monstros Darklord também possuem efeitos, que podem reciclar Spells/Traps do Cemitério ao custo de 1000 LP, e os efeitos daquele monstro passam a ser os efeitos da Spell/Trap no Cemitério, sendo essencial para dar continuidade a jogada principal do Deck.

Porém, mesmo com todas essas virtudes, o Deck ainda possuia defeitos claros. Dentro da sua própria mecânica, o Deck não possuia cartas de destruição em massa, e tampouco que pudesse interagir com o oponente, exceto pelas suas Trap Cards, e exatamente por conta disso, funcionava de uma forma lenta. Além disso, diferente de outros Decks, utilizava os LP como custo para seus efeitos, mas falhava em terminar o duelo rápido, e muitos jogadores ficavam travados, sem poder utilizar efeitos. Outros problemas 'extra-campo' também existiam, e estavam fora do alcance do Deck. Por ser um Deck repleto de monstros de TREVAS, cartas como Espelho Aprisionador das Sombras deixavam o Deck inutilizável. Necrovalley, D.D. Corvo e Macro Cosmo também destruíam a mecânica do Deck, que acabou parando em suas próprias limitações.

8 - Igknight

Confesso que eu mesmo hypei esse Deck além da conta. Os Igknights foram anunciados e posteriormente lançados na coleção Clash of Rebellions, recebendo suporte em duas coleções posteriores. Lembro que, quando foi anunciado, causou pânico em muita gente, já que estavamos traumatizados pelo formato PePe que estava a todo vapor. Composto de Monstros Pêndulos Normais, o Deck consistia em destruir suas próprias cartas nas Zonas Pêndulo (lembrando, estavamos no formato pré-Link), adicionando outros monstros Guerreiro de FOGO do Deck à mão, e continuar destruindo mais e mais cartas, até encher nosso Extra Deck de monstros que pudessem ser Invocados por Invocação-Pêndulo, em massa. Uma vez feito, o jogador tinha espaço aberto para utilizar muitas mecânicas do Extra Deck, que variava entre Fusão e Xyz.

Mas, apesar de suas qualidades, o Deck também possuia defeitos vistosos. O Deck, até os dias de hoje, ainda possuem poucas Spells/Traps de suporte para o próprio Arquétipo, e por isso, não é tão consistência trabalhando sozinho. Também não podemos esquecer que, é um Deck extremamente dependente do Extra Deck, e qualquer carta que limite nossas Invocações era o suficiente para nos deixar encurralados. Por ser um Deck composto de Monstros Normais, eles também não tinham nenhuma interação com o campo do oponente, e isso ficava a cargo dos monstros que seriam Invocados posteriormente do Extra. E assim como qualquer Deck Pêndulo, cartas como Fragrância Anti-Magia eram o suficiente para pará-los, pois, diferente de PePe, ele não tinha reação contra cartas desse tipo.

7 - Majespecter

Outro Deck que eu curti e hypei bastante, e mais um da era Pêndulo. Os Majespecters foram sim importantes no jogo, e eram usados como Engine em alguns Decks, porém nunca chegaram tão longe o quanto parecia que iriam chegar. Lançados oficialmente na coleção Dimension of Chaos, e recebendo suporte posterior, os Majespecters tinham como principal mecânica a habilidade de buscar uns aos outros quando Invocados, incluindo Monstros, Magias & Armadilhas do Arquétipo. De fato, era algo muito consistente. Por exemplo, o jogador poderia Invocar por Invocação-Normal ou Especial o Guaxinim Majespectro - Bunbuku e buscar outros monstros, ou fazer o mesmo com Corvo Majespectro - Yata e Raposa Majespectro - Kyubi para buscar Spells ou Traps respectivamente. Além disso, todos os monstros do Arquétipo possuiam efeitos que não permitiam que fossem destruídos ou alvo de nenhum efeito, o que adicionava uma forte proteção aos seus monstros. 

Porém, apesar do Deck ter a alta capacidade de buscar seus recursos, e serem imunes a efeitos, eles pecam em alguns sentidos. O Deck é muito fechado, e não permite muitas interações com outros Decks, que optmizariam seus efeitos. Outro detalhe é o baixo status de ATK e DEF que o Deck possui, onde seu monstro mais forte, o já banido Unicórnio Majespectro – Kirin possuia apenas 2000 de ATK/DEF, sendo incapaz de batalhar contra monstros mais fortes, que comumente apareciam no Metagame da época. Outro detalhe a se considerar, é que o oponente poderia privar suas buscas com cartas como Erro e Rei do Trovão Rai-Oh, deixando o Deck sem nenhum counter específico para lhe dar com essa situação. E, como já foi citado, a Fragrância Anti-Magia era letal, em um Deck que não possuia Efeitos de Pêndulo, e nenhum counter contra Spells/Traps do oponente. Mais uma vez, um Deck que perdeu para as suas próprias limitações.

6 - Vendread

Com a chegada da era Link e da coleção Code of the Duelist, muitos duelistas tiveram as esperanças renovadas num formato pós-Zoodiac que estava afetado pela Banlist. Entre Trickstar, Gouki, os Cyberses e Vendread (que até o momento, era um Arquétipo exclusivo do TCG), as apostas estavam lançadas. Vendread seria a nova sensação do formato, relembrando os bons tempos em que Nekroz trouxe de volta o respeito aos Monstros Ritual do jogo. Porém, a decepção tomou conta mais uma vez, e muito disso, por culpa dos próprios players, que geraram expectativa em cima do anúncio do Arquétipo, antes mesmo de ter real noção dos seus efeitos. O Deck em si tem uma mecânica interessante, mas que não funciona como deveria. Os monstros do Arquétipo que não são Ritual, possuem dois efeitos. O primeiro, por padrão, será responsável por reviver monstros do Cemitério, seja ele próprio, ou outro do Arquétipo, com a condição de banir o monstro Invocado quando o mesmo deixar o campo. Já o segundo efeito, é ativado quando o monstro é usado como matéria para uma Invocação-Ritual, e dá ao monstro Invocado novos efeitos, que variam entre destruir e/ou banir cartas no campo. 

O que acontece, como quase qualquer Deck de Ritual, é a sua lentidão. A Konami até tentou, mas falhou nesse tópico. É muito difícil colocar mais que 1 ou 2 monstros em campo jogando com o Deck, sem nenhuma engine adicional. E, assim como os outros Decks que são dependentes do Cemitério, o Deck Vendread possui fragilidade contra cartas que possam interromper esse recurso. E o próprio Deck possui erros dentro das cartas do Arquétipo. Um exemplo disso, é a carta Pesadelo Vendorror. A sua proposta é interessante, mas sua execução é péssima. Ao ativar seu primeiro efeito, o jogador pode Tributar monstros 'Vendread' na mão e aumentar o Nível de um Vendread em campo pelo número de monstros Tributados, o que resulta em uma grande perda de recursos, já que os monstros na mão também poderiam ser utilizados como matéria, e seriam muito mais úteis se usados dessa forma, trazendo um monstro para o campo, e indo para o Cemitério da mesma forma. No final das contas, a carta não tem utilidade, e o Deck perdeu o pouco foco que já tinha.

5 - Magical Musket

Não se espera nada mais nada menos de pistoleiros armados até os dentes e prontos para matar, exceto que eles sejam extremamente poderosos. E sim, eles são. Mas ainda assim, entram para a nossa lista da decepção. Ser forte infelizmente não é tudo que é preciso para fazer parte do cenário competitivo do jogo, infelizmente. Magical Musket é um Arquétipo relativamente novo, pois chegou ao jogo na coleção Spirit Warriors, em Novembro de 2017. De lá pra cá, até participaram de um ou outro torneio, e depois sumiram. O Arquétipo gira em torno de usar seus monstros como gatilhos para a ativação de suas Spells/Traps, sendo capaz de antecipar praticamente todos os movimentos do oponente, já que as mesmas podem ser ativadas em ambos os turnos. E é exatamente assim que as coisas devem ser, já que quando uma Spell/Trap é ativada na mesma coluna que um monstro 'Magical Musket', também serve como gatilho para a ativação dos efeitos desses monstros, gerando vantagem de mão e campo. E foi por conta dessa mecânica extremamente rápida e versátil que o Deck foi rapidamente postulado a um forte candidato para participar do cenário competitivo do jogo. Porém, essas pretensões foram logo ofuscadas por decepções.

Apesar de ser consistente e extremamente versátil, essa também é a maior fraqueza do Deck, já que suas Spells/Traps só podem ser ativadas caso haja um 'Magical Musket' em campo, limitando assim a sua utilidade. Além disso, o Deck não possui nenhum auxílio para Invocações-Especiais fora do próprio Arquétipo e não se dá bem com engines, que facilitem sua jogabilidade, e por conta disso, é difícil criar presença de campo, então qualquer carta que negue Invocações como Golpe Solene, Aviso Solene, Corneta Celestial ou Forced Back são extremamente problemáticas para o Deck, além do mesmo ser extremamente sucetível a Hand Traps, elemento bem constante no metagame.

4 - Elementsaber

Não há muito o que falar, só sentir. Elementsaber foi minha maior decepção pessoal. O Deck prometia muito, e não conseguiu nem mesmo ser bom. Realmente, enganou muita gente na época em que foi lançado, lembro de ter feito um post sobre isso em um outro blog onde trabalhava, ligeiramente apaixonado, esperando receber flores, e tomando uma surra de espinhos no meio da fuça. O Deck Elementsaber consiste em enviar uns aos outros para o Cemitério, e mudar os seus Atributos lá, para que seja possível cumprir as condições de Invocação para os monstros Elemental Lord, que já haviam sido lançados a um bom tempo. Sabrelemento Malo e Palácio do Senhor Elemental enviam rapidamente os monstros para o Cemitério, enquanto Sabrelemento Makani e Sabrelemento Nalu adicionam os Elemental Lords para à mão. Sabrelemento Lapauila Mana dá efeitos para monstros Elemental Lord, dependendo de quais Atributos foram enviados para o Cemitério, e Sabrelemento Aina pode trazer de volta um Elemental Lord para o campo. Mas, porque deu errado?

Primeiro, o Deck não possui nenhuma forma alternativa de Invocação. Normalmente, o jogador Invoca por Invocação-Normal, ativa um efeito e termina o turno. Além disso, não possuem quase nenhuma resposta contra os Decks do oponente, e cartas como Duelo Gozen trucidavam qualquer coisa que o Deck fizesse, deixando-o mais limitado do que ele já é. A verdade é que a mecânica do Deck não funciona da forma que deveria e sua lentidão é impressionante para um Deck recente.

3 - Yang Zing

Tá, eu sei o que você deve estar pensando. De fato, Yang Zing foi um Tier 2 com a chegada dos Zefras, e era comumente usado com os Metalfoes, formando um ótimo Deck. Porém, estamos falando sobre Decks que foram hypados após o lançamento, e não renderam de imediato, o esperado. E por isso, Yang Zing entra nessa seleta lista. Lançados originalmente em 2014, na coleção Duelist Alliance, os Yang Zing prometiam ser o Deck sensação do momento, juntamente com os Tellarknight e Shaddoll, tanto que, era o que tinha a maior raridade dentre os Decks, numa época onde as foils não eram garantidas em cada pacote. De fato, o Deck era muito forte, mas possuia um fator que dificultava seu sucesso, e isso será explicado logo mais a frente. Bom, a mecânica do Deck era simples: encher o campo, utilizando os efeitos dos seus monstros, que ao serem destruídos, sempre traziam outro do Deck, além de fazer Invocações-Sincro durante o turno do oponente. O Deck consegue variar entre a ofensiva e a defensiva de forma muito rápida, e dá efeitos para os Monstros Sincros Invocados usando-os como matéria. Criando a estratégia quase perfeita contra qualquer Deck da época

Porém, nem tudo são flores. O Deck é do Tipo Wyrm, e se até os dias de hoje não há suportes o suficiente para o Deck, imagina naquela época, na coleção inaugural? E por isso, o Deck não conseguia se desenvolver tão bem, já que a falta de suportes indiretos para o Deck afetava e muito a sua consistência. Se formos entrar em comparação, os Tellarknight tinham a carta Reforço do Exército (na época, liberada a 3), e os Shaddols possuiam cartas como Fascinação das Trevas, Cavaleiro do Armagedom e Enterro Tolo, que poderiam ser usadas para optimizar suas estratégias, enquanto Yang Zing não tinha. E assim como o já citado Elementsaber, os Yang Zings também possuem Atributos diferentes, e sofrem com cartas como Duelo Gozen ativas em campo. É o típico caso de Deck bom, que nasceu no momento errado do jogo, mas que, teria uma oportunidade posteriormente, e mostraria a sua força.

2 - World Chalice

O primeiro Deck Link da Era Link causou Hype em todo mundo. De fato, o Arquétipo 'World Chalice' se mostrou fascinante desde o lançamento, bem distante de toda a sua lore que seria contada ao longo das coleções. E o Deck até chegou a participar de alguns torneios, porém acabou esquecido poucos dias após o lançamento. Por ser o primeiro Deck propriamente focado na Invocação-Link do jogo, o Arquétipo se propôs a ensinar do básico ao avançado ao jogador. Por esse motivo, as principais jogadas do Deck variavam em criar zonas para novas Invocações, de forma básica, ou até mesmo criar um campo co-linkado e até mesmo Extra Linkado, tomando posse de ambas as zonas do jogo, se utilizando de combos que extendiam as jogadas até onde fosse possível, enchendo a mão, campo e/ou Cemitério do seu usuário. O Deck também tornava importante a escolha de onde posicionar suas cartas em campo.

Porém, o Deck possuia alguns defeitos. O primeiro deles, é sua principal vantagem, os combos extensores. Para criar o campo ideial, o jogador se utilizava de praticamente todas as cartas disponíveis do Extra Deck e/ou do Main Deck, e o campo não era imune a efeitos como Kaijus e/ou Golem de Lava, por exemplo. Além disso, se o combo fosse interrompido no momento certo (mais ou menos, na metade), o seu usuário não tinha maneiras de retornar ao jogo, já que seus recursos estavam fora de alcance, tornando o Deck extremamente sucetível a interrupções e handtraps. Por fim, um problema que não era do Deck em si, mas de quem o utilizava. O Deck 'World Chalice' requer muita habilidade de quem está jogando, já que um combo feito no momento errado era o suficiente para acabar com o duelo sem nem mesmo depender do oponente. Um Deck bom, mas que acabou decepcionando também.

1 - Amorphage

Até hoje ninguém consegue acreditar no quão ruim esse Deck é, e no quão poderoso ele prometia ser. É impressionante, é unânimidade. Amorphage é a grande decepção da história de Yu-Gi-Oh. Ninguém sabe o motivo (se duvidar, nem a Konami), mas o Deck não rendeu absolutamente nada após seu lançamento. Vamos aos fatos: o Deck foi lançado no ano de 2016, quando PePe estava dentro do formato, com suas inúmeras Invocações. E foi exatamente por isso que se esperou tanto desse Deck, já que sua proposta de jogo é privar todas as ações do oponente, desde proibir Chain Links, e até mesmo privar Invocações-Especiais, e ativações de Magias & Armadilhas. Somente quem usasse cartas 'Amorphage' estaria salvo dos efeitos, e esse seria o counter perfeito, entretanto, não foi.

O Deck falhava em todos os sentidos, possuindo monstros de Escala de Pêndulo entre 3 e 5, mas com muitos monstros de Nível 2, 6 ou 8. Ou seja, dentro do Arquétipo, era praticamente IMPOSSÍVEL fazer Invocações-Pêndulo, e como o Deck é anti-social, e só funciona sozinho, não havia nada que pudesse ajudar de forma consistente, e os monstros de Nível alto precisavam ser Invocados por Invocação-Tributo, necessitando de pelo menos 2 turnos para realizar tal façanha. Por esse fato, cartas como Máscara da Restrição eram extremamente letais contra o Deck. Os seus monstros também eram relativamente fracos, possuindo 0 de ATK e/ou DEF. De fato, eles poderiam até restringir jogadas do oponente, mas eram facilmente destruídos em batalha e não possuiam proteção individual. Para se ter ideia, uma carta simples como Rosca Des poderia dizimar um campo inteiro, destruindo monstros com 0 de ATK e/ou DEF original. E se Doom Donuts era suficiente para destruir o Deck, preciso mesmo dizer o que PePe faria com ele? Melhor evitar, na MYP não podemos incetivar o estupro. Brincadeiras a parte, o Deck realmente é injogável, não possui suportes e tampouco reprints. Melhor esquecer que ele existe, apesar de todo o hype que sofrera no seu anúncio.

Conclusão

Não importa qual Deck tenha sido, todos tem um padrão. Normalmente, os Decks hypados são sempre inovadores e possuem uma mecânica totalmente nova, e por esse motivo, parecem ser fortes. Alguns casos se confirmam, como os Zoodiacs ou Nekroz, porém em sua grande maioria, Decks diferentes acabam sendo um poço de decepções, seja por falta de suportes ou de cartas que optimizem suas jogadas, seja por sua boa mecânica funcionar de uma forma lenta, ou seja simplesmente por estarmos cansados de algo, e pensarmos no novo. Não há nada de errado em imaginar, e é isso que transforma o jogo. Apesar de tudo, cada um joga com o que lhe agrada, e temos uma grande diversidade. Muitos dos Decks aqui citados, ainda são as preferências de muitos, e não podemos julgá-los. De fato, parece que vai ser algo bom, e as vezes, não é. Na vida, tudo funciona de forma equivalente, e temos de aprender a lhe dar com as decepções. Esperamos que tenham gostado do post tanto o quanto gostamos de fazê-lo. Não se esqueça de conferir as novidades aqui da MYPCards por um precinho camarada, e também pedimos que visitem o nosso canal no YouTube, e se inscrevam :)

Até a próxima pessoal, fiquem bem!

Att, Cyberse Team BR

fonte: https://mypcards.com/blog/194/TOP_10__Decks_Hypados